O QUE ENGORDA O BOI É O OLHO DO DONO?

O que engorda o boi é o olho do dono?

Essa era uma das frases que mais dificultava a continuidade do agronegócio por parte de herdeiros da geração Y – os nascidos de 1980 até 95 – 2000. Essa “safra”, em boa parte, não tinha e continua não tendo a mesma disponibilidade de seus ancestrais para “ficar de olho nos bois”. A forma de fazê-lo, quando chegou a sua vez de se tornar um continuador, ainda era de alta exigência e engajamento local. E isso os tirava da sua zona de conforto, física e psicológica.

Por muitos motivos, analisados em outros artigos meus disponíveis na internet, a geração Y não estava e continua a não estar disposta a horas em lombo de cavalo, assento de trator ou outro utilitário. Quem assim não procedia, ou procede no agro e mesmo em qualquer outra atividade, logo se tornava e ainda torna ex proprietário rural, ex empresário, justificando a famosa frase do pai rico, filho nobre e neto pobre.

O que está fazendo com que os mais jovens – a chamada geração Z, também conhecida como millenials, os nascidos de 95 em diante, voltem a se interessar por assumir os negócios familiares, com destaque os do agro? Tanto que, em muitos casos, a gestão está passando dos Baby boomer e X, os nascidos de 1945 a 1980, direto para a Z, pulando a Y, ou seja, de avós para netos.

Os millennials conseguem corresponder àquela fundamental exigência – ficar de olho na fazenda, independente do que ela produz, da empresa, de maneira muito melhor e mais efetiva do que qualquer geração até hoje o fez.

E o podem fazer de qualquer parte do mundo. Inclusive de alguma praia paradisíaca. A tecnologia disponível para isso e em utilização, há bem poucos anos seria considerada ficção científica.

Podem monitorar, em detalhes, não só os bois, mas também qualquer atividade sendo executada, até enquanto ela estiver sendo feita. Conseguem analisar todo o centímetro quadrado da lavoura e ainda sendo orientados ao o que olhar por algum dispositivo e melhor do que qualquer capataz o faria, por mais qualificado que este seja. Isso e muito mais, hoje faz parte do dia a dia do agronegócio.

A geração que melhor lida com isso, com a vantagem dos avós se fascinarem através deles, pelo que é oferecido e como fazem, é a Z. Avós sempre se entenderam melhor com netos do que com filhos, independente da atividade e da época histórica. Bem claro, se entendem bem com a geração Z e não a z, os mimizentos, ou snowflakes, como também são conhecidos os criados de maneira superprotegida e, por isto, incapazes de enfrentar adversidades. Os chorões tendem a ser desprezados, não só pela vida, mas em especial pelos avós.

O desafio do agro e sua continuidade na família empresária, agora não é mais do portão para dentro da propriedade, em olhar o boi engordando, em checar como o plantio está ocorrendo ou a cultura evoluindo. O desafio agora é a dinâmica familiar e de gestão do negócio – antes da porteira. E a demanda é tão importante que já surgem escritórios multiespecialidades para apoiar as famílias empresárias do agro. Algo que, para as outras atividades econômicas já existia há décadas, o que comprova a tendência.

 

Anúncios
O QUE ENGORDA O BOI É O OLHO DO DONO?

GERAÇÃO Y E Z NAS EMPRESAS FAMILIARES

Millennials e centennials – quem representa o maior risco para a perenização das empresas familiares?

Com o aumento da longevidade das empresas familiares e de quem as conduz, tenho tido oportunidade de interagir, cada vez mais, com organizações multigeracionais.  Algumas sendo integradas pelos chamados baby boomers, pessoas que nasceram, desde o pós guerra até década de 60, pela geração X que vai dos anos 60 a 80, a Y, também conhecida por millennials, que, por sua vez se dividem entre os Old, hoje com 25 a 35 anos e os Young que vão de 18 a 25. O que os diferencia são o quanto tiveram acesso ao mundo digital – os Old menos do que os Young.

Mais recentemente tenho interagido com empresas em que têm representantes da geração Z, também chamados de centennials. São os que tem menos de 18 anos e praticamente nasceram usando smartphones.

Pela diversidade de situações com as quais tenho contato, seja direto, seja por debater o tema com outros especialistas ou não, em empresas familiares e famílias empresárias mundo afora, comecei a reparar que há comportamentos bastante diferentes e bem importantes entre os millennials e os centennials. Atitudes que terão grande influência na perenização, ou não, das empresas familiares.

Boa parte da geração Y deixa a desejar na sua preparação para a enfrentar as dificuldades da vida e, com isso, ser um bom gestor, o que coloca em risco a empresa da família, se a assumirem. Sempre têm os que se destacam, mas são poucos e os melhores tenho encontrado em situações relacionadas ao:

– Tipo de educação dada pela família em que a pessoa nasce e cresce, dos “ritos” de passagens utilizados;

– Onde a pessoa viveu sua infância e adolescência. Melhor se foi em cidade menor ou em certas regiões do mundo, como norte da Itália, Alemanha e EUA;

– Ter recebido doses importantes de AAEL – Amor, Atenção, Experimentação e Limites.

Tenho constatado que o AAEL é o mais importante. Os familiares dão amor, atenção, deixam os filhos se experimentarem, desde antes de aprenderem a caminhar, mas colocam limites. Soltam, mas não facilitam a vida, não dão “tudo o que quis ter e não pude”, não exageram na proteção, não aceitam argumentos como “só eu que não”, ou “todo mundo”.

A pior coisa a fazer é castrar, limitar as chances de crescimento comportamental das novas gerações via a superproteção. Assim são criados o que tem sido chamado de snowflakes – seres frágeis, que se ofendem com facilidade, não se responsabilizam por si e assim eternos dependentes de outros.

A influência geográfica tem a ver com o excesso de proteção. Cidade maiores ou regiões perigosas como, por exemplo, o Brasil, estimulam intensamente a superproteção. As crianças têm pouco contato com “Sewirowsky”, o grande mentor da vida, não aprendem a se virar, a se experimentar dentro de limites, correr riscos calculados, socializar, expandir sua autonomia com responsabilidade, a ter vitórias, derrotas e a sofrer. Justo os comportamentos e as atitude que mais o AAEL desenvolve e que são pré-requisitos para enfrentar os problemas, superar inexoráveis sofrimentos e assim ter sucesso com qualidade de vida, ser um bom gestor.

Um indicador que uso para medir e também para ajudar em caso de carência de AAEL é o QA – Quociente de Adversidades. Os jovens, ao conhecer seu QA, seus componentes e como aprimorá-lo, melhoram sua capacidade de lidar com dificuldades, a base de qualquer evolução consistente. Os mais carentes são os da geração Y, os hoje com 18 a 35 anos, os millennials.

Por algum motivo que ainda não consegui mapear, mas há fortes indicações de estar relacionado com o ambiente digital, games e convívio com os avós, a geração Z, os centennials, os com menos de 18 anos, estão dando indicações muito boas de que serão uma grande geração.

Quer saber mais? Faça contato.

GERAÇÃO Y E Z NAS EMPRESAS FAMILIARES

NÃO JULGUE, NÃO CONDENE, SEMPRE TENTE RESGATAR. É POSSÍVEL AGIR ASSIM?

Viktor Frankl, que sobreviveu como prisioneiro de campos de concentração nazistas, diz em seu livro Em busca do Sentido que existem basicamente dois tipos de pessoas: as boas e as más.
Sempre parto do princípio que quem contato pela primeira vez é do bem. Do lado luminoso da força. Como faço para comprová-lo, se passo a conviver ou a interagir com ela, independente se é por presença física ou vitualmente, por alguma afinidade ou profissionalmente?
É importante confirmar isso. Como bem diz a Bíblia, diga-me com quem andas que ter direi quem és, ou de maneira mais literal como se pode ler em 1 Coríntios 15, 33: “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” Ou como Jordan Peterson demonstra no seu livro 12 Regras Para a Vida. Um Antídoto Para o Caos. A terceira diz: Seja amigo de pessoas que queiram o melhor para você.
Qual é o critério que mais tem se mostrado válido para separar, como também diz a Bíblia, o joio do trigo?
Se buscam melhorar a si, se estão interessadas em evoluir, em serem pessoas melhores, se competem basicamente consigo mesmas, isso o comprova. E isso é algo de grande importância que trabalho nos meus processos de mentoria de herdeiros a caminho de serem sucessores.
Esse critério também serve para monitorar ou checar se alguém que estava no lado escuro da força, em termos bíblicos, jazia no maligno, está mudando, ou mudou. Ao buscar melhorar a si, continuamente, a partir de um período de ao menos nove meses, aprendendo e fazendo coisas que a tornem alguém melhor, que beneficiem a si e aos outros é inexorável – a pessoa será do bem. Não conheço caso de recaída. Deve haver, mas tive o privilégio de não conhecer ninguém que tenha voltado a ser do mal.
O que se pode fazer quando quem optou pelo mal é alguém que nos é caro? Algum familiar? Raramente a pessoa dá abertura para quem é próximo ajude. A tendência é que as tentativas de fazê-lo até piorem a situação. Mas tem algo que se pode fazer, além de, mesmo assim, oferecer ou buscar ajuda externa. Novamente vale o conteúdo bíblico, festejar a volta do filho pródigo ao ele se dar conta do que fez consigo mesmo e querer mudar. Nem que seja por falta de opção, como no caso da parábola mencionada. Não julgar, não condenar, apenas monitorar se a evolução se mantém.
Quer saber mais? http://www.fockink.com.br

NÃO JULGUE, NÃO CONDENE, SEMPRE TENTE RESGATAR. É POSSÍVEL AGIR ASSIM?

PORQUE O SOCIALISMO NUNCA FUNCIONA E O CAPITALISMO SEMPRE?

Bem simples e básico para até os snowflakes, produzidos em massa pelas nossas escolas e faculdades, aparelhadas pelo pt et caterva, entenderem.

O socialismo não funciona, pois, com seu discurso falacioso desperta o que há de pior nas pessoas – além da preguiça, acomodação e subserviência, a desconfiança, a traição e o ódio. Isso explica porque a dita esquerda atrai e seja dominada por sociopatas. O que, por sua vez, leva à miséria e perversão, ao holocausto, holodomor, Pol Pot, paredões cubanos, Gulags e milhões de mortos na China.

Porque o capitalismo funciona?

Quando não desperta, acaba exigindo o melhor das pessoas – autorresponsabilidade e confiabilidade e, quando não se corresponde a isso, há as consequências. Sempre! O indivíduo que não se responsabiliza por si passa a ter uma vida abaixo da mediocridade, dependente de outros. Como sociedade, quando muitos não se responsabilizam por si, ela se torna miserável. Cuba e Venezuela mostram isso todos os dias. Se o indivíduo deixa de ser confiável, no capitalismo será condenado por seu grupo e isolado. Por isso é uma minoria. No socialismo, faz parte do grupo mandante.

Qual tipo de sociedade é mais sadia e justa?

Simples o suficiente?

E-book gratuito sobre empresa familiar

Www.fockink.com.br

PORQUE O SOCIALISMO NUNCA FUNCIONA E O CAPITALISMO SEMPRE?

TRANSIÇÃO OU SUCESSÃO: MEIOS DE EVOLUÇÃO OU DECADÊNCIA DE EMPRESAS FAMILIARES E NAÇÕES?

Na minha atividade com empresas familiares e famílias empresárias, na transição de poder ou geracional, dedico especial atenção para a preservação da cultura organizacional. Ajudo a que os aspectos positivos sejam mantidos e os negativos eliminados, ou, pelo menos, minimizados. Pelas minhas pesquisas e experiências é o que mais contribui para a perenização da empresa. Tanto que cunhei um termo para isso – Sacralização.

A sacralização, como processo vale sempre que há o interesse em preservar algo através de gerações. É o que ocorre nas nações democráticas. Nestas, existe a sadia transição de poder, e é o que trabalho nas empresas. Acontece com as pessoas sendo respeitadas, colaborando, interagindo e evoluindo como indivíduos e grupos. Para exemplificar, serve a democracia dos EUA, na qual há a transição. Com suas dificuldades e ranger de dentes, mas mais respeitoso e consistente do que qualquer alternativa.

Existem também as situações em que sou chamado para ajudar em que não houve a transição. São o que chamo de sucessões, rupturas em que a assunção do poder por outra pessoa ocorre devido a morte ou defenestração de alguém. Para exemplificar recorro à ditadura norte-coreana, em que o bastão passa de pai para filho, mas só quando quem está no poder morre. Até o sucessor escolhido se adequar ao posto, muitas atrapalhações e tragédias tendem a ocorrer. Inclusive a definitiva, no caso das empresas, a sua quebra.

Há também transições que chamo de demoníacas, em que se faz questão de preservar apenas o poder e não usar o processo para proporcionar a evolução, o melhor para os envolvidos, a organização ou o país liderado. É o caso de Cuba, em que um castro passa o poder para outro castro (minúsculo de propósito) e esse para algum protegido, buscando apenas beneficiar uma casta e não o que dizem defender nos seus discursos – o bem do povo, ou a empresa e a família.

Em síntese, transição com sacralização é um processo regrado. Nas empresas é feito por opção. É inteligente e controlado. Sucessão é o poder passando a ser exercido por um novo personagem, que tende a ser muito generoso nas suas autoavaliações, mas normalmente não é suficientemente preparado, quando ocorre um corte, uma morte, por exemplo.

A sucessão tende a ser uma ruptura. No entanto, até ela pode ser positiva, desde que o sucessor tenha algo menos frequente do que desejado nesses casos – capacidade de se repensar, o que se pode perceber se tiver humildade para aprender e mudar atitudes de forma ampla e profunda. Assim evita o pior erro, a arrogância. Deve ser prepotente – ter a potência previa, como já abordei em outro artigo e no livro Empresa Familiar – Ascender Sem Cair.

Didaticamente, no Brasil tivemos várias sucessões, transições, repassagens e rupturas. Pegando entre as mais recentes, a de 1964 foi uma ruptura que evitou a decadência do Brasil, que se encaminhava para ser uma típica republiqueta de esquerda. E onde terminam esses regimes temos visto reiteradamente – na miséria da grande maioria e no privilégio de alguns poucos, ou seja, na decadência como nação. Depois tivemos uma repassagem, não transição de poder, feita pelos militares em que não houve a sacralização – a repassagem dos valores positivos e minimização dos negativos, por arrogância dos principais envolvidos e ela acabou se tornando, tipicamente, uma ruptura, no meu jargão, demoníaca, que levou a uma enorme decadência moral e ética. Depois tivemos várias transições, sempre no meu jargão, demoníacas.

E nas empresas? Se a transição é bem feita, ou, na pior das hipóteses, no caso de alguma tragédia, como a morte do fundador, a sucessão, a empresa se pereniza. Se não, se for mera repassagem, ou assunção por tragédia, pode se tornar ruptura e tende a entrar o ditado “pai rico, filho nobre, neto pobre”.

Para não ocorrer a tragédia do neto pobre, vale mencionar frase do Churchill, que é, na minha visão, a pessoa responsável para que o mundo hoje não seja obrigado a falar alemão, berrar heil hitler (também minúsculo de propósito) e matar os eles, do nós x eles, no caso do nacional socialismo alemão, judeus e desafetos de mandatários.

Eis a frase:

“Uma das evidências de uma grande sociedade é a habilidade e a capacidade com que passa a sua cultura de uma geração para outra. Essa cultura é a personificação de tudo o que as pessoas daquela sociedade prezam: sua fé, seus heróis, suas atitudes, seus valores …”

“Quando uma geração não considera sua própria herança e não consegue passar a tocha para seus filhos, ela está dizendo, essencialmente, que os próprios princípios e experiências fundamentais, que tornam a sociedade o que ela é, não são válidos. Isso deixa a nova geração sem nenhum senso de propósito ou direção, levando-a a cumprir a afirmação de Karl Marx: “Um povo sem uma herança é facilmente persuadido”.

“O necessário quando isso acontece e quando a sociedade perde o seu caminho, é o surgimento de novos líderes. Esquecer-se do mau legado, que é descartado assim como quem o ama. Os novos líderes podem então tornar-se a voz daquela geração perdida, errante, a levando de volta à fé de seus pais, às antigas fundações e valores fundamentais …”          (Nunca Ceda, o caráter extraordinário de Winston Churchill, pág. 190)

Como, ao publicar este artigo estamos entre o primeiro e segundo turno da eleições de 2018, podemos fazer o que Churchill recomenda – votar em um líder que retome os valores que nos fazem bem, fazem crescer de forma sadia, gradativa e que nos levarão a sermos uma grande nação, não um grupo de poucos privilegiados e muitos miseráveis, como é em Cuba.

Pode haver a necessidade de rupturas em empresas. É raro, mas ocorre quando, por exemplo, a geração no comando se atrapalhou e “perdeu o trem da história” e não evoluiu com o mundo ou quando boicotam o que chamo de sacralização – a liturgia, os ritos que levam a perenização. O padrão é que sempre podem ser transições, na qual ocorrem mudanças atitudes, de patamares e tipos de poder exercidos. Para o bem de todos envolvidos.

Quer saber mais? Me mande um e-mail harry@fockink.com.br ou vá em www.fockink.com.br

 

TRANSIÇÃO OU SUCESSÃO: MEIOS DE EVOLUÇÃO OU DECADÊNCIA DE EMPRESAS FAMILIARES E NAÇÕES?

JOVENS DE ESQUERDA DESPERDIÇAM SUAS VIDAS?

Durante a última semana uma feliz coincidência me levou a outra interessante descoberta sobre integrantes de famílias empresárias e, de maneira geral, sobre jovens – jovens de esquerda desperdiçam suas vidas, mesmo sendo aparentemente bem-sucedidos.

Na minha atividade, um dos meus trabalhos é mentoria de herdeiros que pretendem ou um dia talvez necessitarão suceder quem dirige a empresa. Entre os diversos casos que acompanho atualmente, três, dois rapazes e uma moça, vinham sendo um especial desafio.

No início dos trabalhos os jovens, em geral, conversam comigo porque eles me procuraram para serem mentorados, ou por isso ser exigido deles, ou porque foi combinado com a família. Depois seguem no processo por curiosidade, obrigados ou engajados. Os que mais rapidamente crescem são os que se engajam. Estes, em pouco tempo dão saltos no seu processo de crescimento em todas as dimensões da sua vida. Os só curiosos, com o tempo tendem a ir pelo mesmo caminho, mas os que seguem no processo porque a família, o patriarca, ou a matriarca os obriga, sempre são desafios e demoram mais. Em vez dos nove a doze meses dos demais, esses podem levar até dois anos para “virar a chave”!

Já tinha percebido que era comum, os “obrigados” tenderem a ser de esquerda. E eis que essa semana três deles “viraram a chave”. Passaram a se engajar no processo e deixaram de ser de esquerda, o que me levou a descoberta que falei no início do post.

O fator determinante foi o exercício que faço da busca, descoberta ou definição de uma missão de vida. De descobrir ou determinar o que os alemães chamam de Leitmotiv – o motivo guia da vida. Coincidiu que os três atualmente mais resistentes ao processo, mesmo tendo começado em épocas diferentes, chegaram essa semana na fase final de discussão do seu propósito.

Quiseram os deuses do destino que os três evoluíssem bem e, assim que tiveram clareza a que vieram, a que vão se dedicar, também deixaram de se identificar com a esquerda. Contribuiu para a descoberta o fato de estarmos, no Brasil, nesse momento, entre o primeiro e segundo turno da eleição presidencial, cuja campanha está polarizada e os tres estavam bem engajados no processo. A jovem chegou a pedir desculpas, reiteradamente, pelas muitas vezes em que tinha ficado histérica comigo (termo usada por ela) por causa do meu posicionamento político e o da família. Foi ter um proposito de vida, um sonho importante a realizar e os grupos de WhatsApp elenão, elenuca e por aí, se tornaram algo ridículo – também nas palavras deles.

Relatando assim, parece que foi um passe de mágica. Claro que houve algo especial, mas é importante lembrar que são meses de trabalho que redundaram em um salto por causa do fator catalizador – saber ou definir a que vieram. Água mole bateu e quebrou a resistência – a batida definitiva foi ter o seu propósito.

Refletindo sobre situações semelhantes em que intervi, ou lembrando dos jovens pertencentes a famílias empresárias que ajudei a resgatar de seitas ou afastar de drogas, percebi que também isso tinha ocorrido com eles – descoberto o, ou ao ter um objetivo de vida, eles passam a compartilhar os valores saudáveis do restante da família e da sociedade. Com isso, suas chances de serem bem-sucedidos com qualidade de vida e de ter elevada capacidade de superar adversidades cresce exponencialmente.

Portanto, se você conhece alguém, especialmente jovens que estejam fascinados com a esquerda, mas já deveriam ter maturidade (com idade para que o córtex cerebral pré-frontal já consolidado), em vez de discutir com eles, os ajudem a encontrar o seu proposito ou um objetivo de vida. Bem rápido estarão do lado luminoso da força.

Se ainda for adolescente, algo que hoje vai, nas jovens até uns vinte e cinco anos e nos rapazes pode chegar aos trinta, dá mais trabalho, mas também funciona. Importante que o façam, pois, ao contrário, podem se tornar frustrados, algo que caracteriza os “maduros” que são da esquerda. Estes podem desenvolver a depressão ou até se tornarem sociopatas.

Quem não tem um propósito de vida, a desperdiça, sofre mais pois lida mal com as dificuldades inerentes ao estar vivo, se frustra mais. E, com certeza, tem quase zero chances de ser bem-sucedido com qualidade de vida.  Independentemente da idade se pode mudar. Nunca é tarde, às vezes, mais difícil por problemas de irrigação ou deficiências cerebrais.

Como já disse Viktor Frankl em seu livro Em busca do Sentido, citando Nietsche – “Quem tem um porquê supera qualquer como.

Quer saber mais? Ou conversar sobre o tema propósito de vida? www.fockink.com.br

JOVENS DE ESQUERDA DESPERDIÇAM SUAS VIDAS?

O SEGUNDO TURNO E AS EMPRESAS FAMILIARES. ALGO A APRENDER?

A minha atividade de consultor de empresas familiares e famílias empresárias, na segunda-feira pós primeiro turno, ainda pela manhã, me proporcionou duas histórias bem interessantes. Ambas envolvem integrantes de empresas familiares.

Na primeira, a protagonista é uma herdeira. Sua evolução estava sendo atrapalhada pelo namorado. Meu questionamento a respeito dele pode ser entendido facilmente. Por ele não conseguir gerar renda, moravam na casa dos pais dela. Apesar da insistência da jovem, nunca o quiseram empregar na empresa da família. Além disso, o jovem era um típico representante dos personagens que descrevi na edição 54 da revista Trifatto – um cafajeste, um parasita que desperta o instinto maternal nas mulheres, que, por isto, os “pegam para criar”. Para a desgraça delas e da família. Ainda mais se for de empreendedores. Eis o link: https://issuu.com/trifattoeditora/docs/trifatto_54

Logo cedo a jovem me ligou e disse que tinha uma coisa ruim e uma boa para me contar.

– Vamos com a má, propus.

– Ontem de noite tivemos uma grande briga aqui em casa por causa do Bolsonaro. Um primo do meu namorado, que veio passar o fim de semana com a gente e meu namorado chamaram meu pai de fascista por causa do seu voto no Bolsonaro No Bozo, como eles o chamam.

– E você, de que lado estava?

– Até então com meu namorado, apesar de me assustar quando eles ficaram histéricos com meu pai, ao ele explicar e mostrar que fascismo era coisa de socialista e que o Bolsonaro não tinha nada a ver com isso. Eles foram bem mal-educados. Aí minha mãe perdeu a paciência e os mandou sair de casa.

– E seu pai?

– Ele, no seu jeito calmo e contemporizador, como você bem conhece, tentou acomodar a situação, mas, quando os dois chamaram minha mãe de burguesa exploradora, mandou todos ficarem quietos e me perguntou se concordava com a decisão da minha mãe.

– Muito bem. Ele estava fazendo você ser corresponsável. Gostei. Está parando de ser a campânula de vidro que te protege da dura realidade da vida. Gostei. Deu trabalho, mas começou a fazer o papel de um verdadeiro pai. E o que você respondeu?

– Agora vem a boa notícia. De repente ficou claro o que senhor vinha querendo que eu me desse conta.

– Como assim?

– Eu estava pensando no que dizer para acalmar minha mãe, então demorei um pouco para responder.

– Onde está a boa notícia nisso?

– O primo do meu namorado, pela minha demora, deve ter entendido que eu estava do lado dos meus pais e disse algo que explodiu na minha cabeça. Falou que meu namorado tinha razão ao dizer que eu era uma patricinha bonitinha que servia para transar e pelo dinheiro da família. Que fosse a merda junto com todos os fascistas. Meu namorado tentou negar, mas era tarde.

– Comecei a entender por que ela é boa.

– Sim, o senhor já tinha me mostrado, de várias maneiras, que meu namorado não prestava. Só continuei o trabalho com o senhor para não ter a mesada cortada, mas de muita má vontade.

– Faz parte e você não é exceção. E como está se sentindo?

– Impressionantemente bem. Aliviada. E com muita vontade de crescer. Podemos marcar duas reuniões essa semana ainda?

– Não precisa duas. Esse telefonema vale por uma.

Fiquei feliz que algo ruim, ter o segundo turno, serviu para essa herdeira, filha única com grande potencial, aprendesse bem cedo na vida e com poucos custos financeiros, o que é pegar um cafajeste “para criar”!

A segunda história tem a ver com um patriarca de outra família empresária. Ligou logo após a a conversa recém descrita. Quis contar que tinha entendido, mais claro do que nunca, o que eu queria dizer com fazer a transição de vida, não a sucessão, para que, na tragédia, ou seja, na morte de alguém da família, o sentimento dos remanescentes fosse de tristeza e saudades, nunca de culpa.

– E o que o levou a se conscientizar disso? – perguntei curioso, pois ele estava resistindo em tratar do tema. Só tinha aceito conversar comigo por solicitação da esposa.

Para esclarecer ao leitor, no meu ponto de vista, a transição de vida é fazer algo em que todos evoluam e o grande prêmio é o não sentir culpa na tragédia e estar preparado para ela, mesmo quando não esperada. Já a sucessão ocorre na morte do patriarca ou matriarca, quando não se faz a transição. Neste caso, os remanescentes tendem a ser confrontados com culpas, medos, brigas familiares e o pior dos sentimentos, a autoacusação. O que combinado, pode levar à decadência pessoal, da família e empresa

– Com o resultado do primeiro turno estou de luto, com culpa. Não ter barrado, de imediato, o risco da que a esquerda representa para o Brasil e empresas como a minha, é uma tragédia. Estou me sentido corresponsável por ela, por não ter me engajado, de verdade para que essa ameaça não ocorresse.

– Bem didático, realmente. E agora?

– No curto prazo vou me engajar para que a tragédia final não ocorra. Não quero sentir culpa por não ter feito minha parte. No médio, usar a possibilidade de algo assim acontecer para intensificar o que você vinha trabalhando com conosco. Ou melhor, tentando.

– Fico feliz com essa notícia. E se a desgraça acontecer?

– Vou apressar a transferência dos negócios para o exterior e me dedicar, intensamente à preparação da família para empreender e superar adversidades, pois as teremos em abundância. Quero sua ajuda nisso.

É claro que ambos podem contar comigo. Você também quer? Saiba mais clicando em www.fockink.com.br

 

O SEGUNDO TURNO E AS EMPRESAS FAMILIARES. ALGO A APRENDER?